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João Costa

Radialista, jornalista e diretor de teatro, além de estudioso de assuntos ligados à Geopolítica. É repórter de Política do Paraíba.com.br e um dos apresentadores do programa Rádio Verdade, na Arapuan FM.

13 de novembro de 2020 - 14:34

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Espírito “impávido colosso” gera frases belicosas e afronta forças que o Brasil não pode vencer

Bateu o espírito “impávido colosso” no presidente que governa o Brasil, ao tempo em que pronuncia frases belicosas contra forças que país nenhum pode enfrentar, à exceção de umas pouquíssimas nações com capacidade de defesa; as instituições seguem desnorteadas pelo grau de colaboracionismo dado à ascensão do fascismo ao poder. O Brasil não tem capacidade para confrontar países como China e Estados Unidos em nenhum quesito; perdeu protagonismo e respeito até mesmo na América Latina.

O presidente que ocupa o Planalto, num só dia, festeja a paralisação de uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Butantan e por laboratório chinês de vacina buscada pelo mundo todo como. Considerou uma “vitória” sua, ignorou e debochou de 136 mil famílias que choram seus mortos pela Covid-19, e da Nação inteira, àqueles que ele considera “maricas” por temerem a morte.

Vamos por partes

Diria o estripador diante da tragédia abraçada de forma consensual pelas elites que nos governam. O presidente insinuou na terça-feira que pode ter que fazer uso da força para enfrentar eventuais sanções econômicas impostas pelo mandatário eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, em resposta à nociva atuação do Brasil na questão ambiental

- “O Brasil é um país riquíssimo. Assistimos há pouco um grande candidato à chefia de Estado [Biden, que já está eleito] dizer que se eu não apagar o fogo da Amazônia levanta barreiras comerciais contra o Brasil. E como é que nós podemos fazer frente a tudo isso? Apenas a diplomacia não dá, né, Ernesto?”, disse, referindo-se ao ministro das Relações Exteriores, o tal chanceler que acredita que bom para o país é ser tratado como “pária” diante das demais nações.

A bravata foi além. “Porque quando acabar a saliva, tem que ter pólvora, se não, não funciona. Precisa nem usar a pólvora, mas precisa saber que tem”, finalizou. Discursou com se falasse diretamente ao seu exército de “Brancaleone”.

Não o do filme do diretor italiano Mario Monicelli, uma sátira belíssima de Dom Quixote, de Cervantes. Mas repetitivo gesto para convertidos. Pantomima, sordidez com os mortos pela Covid-19, que agrada a empresários e às falanges incrustadas nos organismos de estado, em congregações religiosas, nas forças armadas e no aparato policial dos estados federativos. A frase belicosa dita em Brasília por um presidente, ex-militar expulso do próprio exército e que hoje comanda o generalato que também nos governa encontra ressonância?

Mas se a demência e a letargia dominam a Nação, não é o caso do embaixador norte-americano Todd Chapman, destacado em Brasília. O Cawboy foi rápido no gatilho. O homem postou um vídeo com uma mensagem subliminar de dimensões humilhantes, não só para o bravateiro, mas também para o Brasil como um todo.

O post do embaixador é mais que uma mensagem subliminar em suas redes sociais de parabenização pelo aniversário os fuzileiros navais, os famosos “marines”, garbosamente desfilando com a bandeira dos EUA na Esplanada dos Ministérios e no Cristo Redentor. Vejam bem o vídeo da embaixada, imagens de fuzileiros norte-americanos, não de fundamentalistas evangélicos dementes em marcha para Jesus quando também desfraldam a bandeira do estado judeu acima de tudo.

Sim! Eles e a maioria da Nação acreditam que Deus, “este velhinho barbudo de direita, armamentista”, nos governa tendo como intermediários os procuradores, pastores, juízes, e os tão enaltecidos “homens de bem”. A situação do Brasil para ficar ruim, precisa melhorar muito, diz o ditado popular. Parabéns a todos.

João Costa