Comerciantes permanecerão no local até que a Gestão Municipal, em acordo com a categoria, defina um novo local

Cerca de 30 comerciantes que atuam em uma área do Mercado Central de João Pessoa foram notificados, nesta quarta-feira (29), pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), por meio da Diretoria de Serviços Urbanos, para deixarem o local e permitir o avanço das obras de reforma, requalificação e ampliação do mercado. O secretário da Sedurb, Marmuthe Cavalcanti, em entrevista à Radio Arapuan, tranquilizou os cerca de 30 comerciantes notificados e esclareceu que não há motivo para pressa ou preocupação imediata quanto à saída dos espaços ocupados. Segundo a pasta, o prazo informado na notificação faz parte do protocolo normal de conduta administrativa, necessário para dar andamento às etapas da obra de requalificação do equipamento público.

A orientação inicial foi feita por meio de notificação pública da Diretoria de Serviços Urbanos, direcionada a comerciantes que ocupam estruturas provisórias localizadas no perímetro onde serão iniciadas intervenções da reforma do Mercado Central. O documento informa sobre a necessidade de desocupação da área, mas a Sedurb reforça que todo o processo será conduzido com diálogo, planejamento e acompanhamento dos permissionários.

Durante reunião com a Associação dos Ambulantes e Trabalhadores em Geral da Paraíba (Ameg), o prefeito Leo Bezerra afirmou que os trabalhadores que atuam na área do Mercado Central, no Centro da Capital, permanecerão no local até que a gestão municipal, em acordo com a categoria, defina um novo ponto de trabalho, permitindo o avanço das obras do novo mercado.

O encontro aconteceu no início da tarde desta quinta-feira (30), no Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria, e contou também com a participação do secretário de Desenvolvimento Urbano, Marmuthe Cavalcanti. De acordo com o prefeito, a gestão municipal já possui previsão orçamentária para estruturar espaços que possibilitem aos comerciantes continuar suas atividades com melhores condições. Inicialmente, a Prefeitura irá avaliar se os cerca de 30 comerciantes que realizaram protesto no início da manhã se enquadram nesses espaços. “Mas, se não se enquadrarem, vamos dialogar e tomar a decisão juntos”, destacou.

Leo Bezerra reforçou a permanência dos trabalhadores no Mercado Central durante esse período de transição e enfatizou que a Prefeitura seguirá discutindo alternativas em locais públicos para garantir a continuidade das atividades da categoria enquanto as obras do novo equipamento avançam. O novo Mercado Central será mais moderno e contará com infraestrutura completa para todos os comerciantes. “A Prefeitura vai cumprir seu papel, dialogando e fazendo o melhor para a nossa cidade”, afirmou o prefeito da Capital.

Segundo o secretário Marmuthe Cavalcanti, as notificações realizadas, com prazo de 72 horas, seguem uma exigência legal e têm como objetivo estimular o diálogo com os trabalhadores. “Estamos falando de uma obra estruturante, com investimento na ordem de R$ 32 milhões, que vai requalificar o espaço, transformá-lo em ponto turístico e valorizar o Centro Histórico. Além disso, vai garantir mais dignidade ao comerciante e mais conforto e segurança para os frequentadores”, explicou.

Alternativas – Marmuthe Cavalcanti destacou ainda que a Prefeitura está aberta a alternativas como locação de espaços, utilização de mercados públicos, shoppings populares ou áreas públicas que possam atender os trabalhadores. “Escutamos todos durante a reunião e seguimos abertos a sugestões que contribuam para uma solução conjunta”, enfatizou.

SB Informa, com Secom-JP