
Especialistas apontam risco maior de bandeira vermelha em 2026 e pressão sobre a inflação. Foto: Reprodução / Arquivo
A conta de luz dos brasileiros deve pesar mais no bolso nos próximos meses por causa do avanço do El Niño e da chegada do período seco no País. De acordo com reportagem do Jornal O Globo, a expectativa do setor elétrico é de maior frequência de bandeiras vermelhas em 2026 em comparação com o ano passado.
O fenômeno climático aquece as águas do Pacífico e costuma provocar redução de chuvas principalmente nas regiões Norte e Nordeste, aumentando a necessidade de acionamento de termelétricas, que possuem custo mais elevado. No fim de abril, a Agência Nacional de Energia Elétrica confirmou a bandeira tarifária amarela para maio após meses de bandeira verde. Segundo a agência, a mudança ocorreu por causa da redução das chuvas na transição entre os períodos chuvoso e seco.
Ao Globo, o economista Flávio Serrano, do Banco BMG, afirmou que a previsão é de bandeira vermelha patamar 1 a partir de junho e vermelha patamar 2 entre julho e setembro, cenário que deve pressionar a inflação no curto prazo. “Esperamos elevação das bandeiras nos próximos meses, fator que deve pressionar o IPCA no curto prazo”, disse o economista ao jornal.
Segundo a projeção apresentada na reportagem, a energia elétrica pode ficar cerca de 9% mais cara em 2026. Especialistas do setor afirmam que, além das condições climáticas, o próprio modelo de formação de preços da energia também contribui para o aumento das tarifas.
Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico mostram que os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste operam atualmente com cerca de 65% da capacidade, enquanto a região Sul apresenta níveis mais baixos. O Ministério de Minas e Energia informou que usinas termelétricas já vêm sendo acionadas como estratégia para garantir segurança energética durante o período seco.
Fernanda Varela / Correio 24 Horas
