
Segundo levantamento do Sebrae, cerca de 20 milhões de brasileiros atuam na informalidade. Foto: Reprodução
O empreendedorismo segue como uma importante porta de entrada para a geração de renda e a inclusão produtiva no Brasil. Segundo levantamento do Sebrae, cerca de 20 milhões de brasileiros atuam na informalidade, o equivalente a 66% dos 30,4 milhões de empreendedores existentes no País.
Os dados fazem parte do estudo “Empreendedorismo Informal sob a ótica da PNAD Contínua”, elaborado com base em informações do IBGE entre o quarto trimestre de 2015 e o quarto trimestre de 2024. No período analisado, o número de empreendedores informais caiu 5,5%, enquanto os negócios formalizados cresceram em aproximadamente 2,8 milhões.
Formalização amplia oportunidades para pequenos negócios – Especialistas apontam que a integração dos trabalhadores informais ao mercado formal amplia o acesso a crédito, proteção social, capacitação e novas oportunidades de crescimento. Além disso, a formalização fortalece a sustentabilidade dos pequenos negócios e contribui para o desenvolvimento econômico. Nesse contexto, políticas públicas voltadas à inclusão produtiva têm papel decisivo para apoiar quem inicia um empreendimento e deseja expandir suas atividades de forma estruturada.
Programas de capacitação buscam estimular autonomia financeira – Nos últimos anos, o Sebrae ampliou iniciativas voltadas à qualificação de empreendedores em todo o País. Entre elas está o eixo + Qualificação e Renda do Programa Ceará Sem Fome, que busca incentivar a geração de renda e fortalecer pequenos negócios por meio de capacitação técnica e apoio à gestão.
Em parceria com o programa, o Sebrae/CE oferece mentorias, orientações especializadas e ações de formação para ampliar as oportunidades de trabalho e empreendedorismo no estado. A iniciativa pretende criar um ambiente favorável para que beneficiários de programas sociais possam transformar conhecimento em renda e conquistar maior autonomia econômica.
Ao mesmo tempo em que o número de empreendedores formais cresce, os dados revelam que ainda existe um amplo espaço para ampliar a inclusão produtiva no Brasil. O desafio passa por criar condições para que milhões de trabalhadores consigam formalizar seus negócios, acessar novos mercados e contribuir de forma ainda mais significativa para o desenvolvimento econômico e social.
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