
Desde sua criação, o PIX passou a incorporar funcionalidades como PIX cobrança, saque, agendado e por aproximação
O Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira (10) um relatório de gestão sobre o PIX, sistema de pagamentos instantâneos lançado em 2020. O documento detalha a evolução da ferramenta e anuncia projetos em desenvolvimento, como o PIX internacional e o PIX em garantia, que devem expandir as funcionalidades da plataforma.
Desde sua criação, o PIX passou a incorporar funcionalidades como PIX cobrança, saque, agendado e por aproximação. Tais recursos visam facilitar transações e promover a digitalização dos pagamentos no Brasil. O Banco Central ainda discute temas relacionados à segurança e ao uso adequado do sistema, especialmente no que diz respeito à utilização do campo de descrição das transações.
Em 2025, o PIX atingiu um volume recorde de R$ 35,36 trilhões em transferências, aumento de 33,6% em relação a 2024, quando o total foi de R$ 26,46 trilhões. Diante de sua relevância econômica, o Banco Central exerce papel fundamental na regulação e expansão desse sistema, que integra o cenário dos meios eletrônicos de pagamento no País.
Um dos desafios atuais apontados pela instituição refere-se ao uso inadequado do campo de descrição do PIX. O Banco Central destacou que esse espaço, originalmente destinado a informações objetivas sobre o pagamento, vem sendo usado para envio de mensagens ofensivas ou ameaçadoras, normalmente associadas a transferências de baixo valor. Para enfrentar essa questão, a entidade criou neste ano um grupo de trabalho integrado por associações do setor de pagamentos. Conforme a análise deste grupo, o BC poderá adotar medidas regulamentares para coibir esses usos indevidos, preservando a integridade do sistema e a experiência dos usuários.
Evolução e funcionalidades implementadas
• PIX Agendado: permite programação de pagamentos periódicos;
• PIX Automático: opção para pagamentos recorrentes de serviços contínuos;
• PIX por Aproximação: pagamentos por contato físico semelhante a cartões contactless;
• PIX Cobrança: substituição do boleto bancário, com emissão e recebimento facilitados;
• PIX Saque e PIX Troco: estabelecimentos funcionam como pontos para retirada de dinheiro;
• Integração com Open Finance: expande a realização de pagamentos por plataformas diversas.
Novas funcionalidades previstas – O relatório não traz datas oficiais para o lançamento das próximas funções, mas em reunião do Fórum PIX em março de 2025 foram discutidas:
• Cobrança Híbrida: pagamento via QR code com boleto integrado, previsão de obrigatoriedade em novembro de 2025;
• Duplicata: uso do PIX para quitar duplicatas escriturais, reduzindo custo e facilitando antecipação de recebíveis;
• Split Tributário: alinhamento ao sistema de pagamento de impostos em tempo real previsto na reforma tributária, para início em 2027;
• PIX Internacional: objetivo de possibilitar pagamentos transfronteiriços permanentes e integrados entre países;
• PIX em Garantia: modalidade de crédito consignado para autônomos e empreendedores, usando recebíveis futuros do PIX como garantia.
Sobre o PIX parcelado, o Banco Central não detalhou planejamento no relatório. A padronização dessa funcionalidade, que já é oferecida por algumas instituições financeiras, pode fomentar a competição bancária e reduzir taxas de juros, mas não há prazo definido para sua implantação.
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