
Montante representa uma alta de 7,4% (ou R$ 120 a mais) em relação ao piso atual, fixado em R$ 1.621. Foto: Arquivo
O Governo Federal atualizou a projeção para o valor do salário mínimo em 2027. A nova estimativa fixa o piso nacional em R$ 1.741, representando um acréscimo de R$ 24 em comparação com a previsão anterior divulgada em abril, que era de R$ 1.717.
O novo valor constará no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e, se confirmado ao final dos trâmites legislativos, passará a valer a partir de 1º de janeiro de 2027. O montante representa uma alta de 7,4% (ou R$ 120 a mais) em relação ao piso atual, fixado em R$ 1.621.
• Correção da Inflação: Medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até novembro do ano anterior. A projeção da Secretaria de Política Econômica (SPE) subiu para 4,93%, impulsionada pela pressão nos preços dos alimentos decorrente de impactos climáticos.
• Crescimento do PIB: Incorpora a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes (2025), que registrou alta de 2,3%, segundo dados do IBGE.
Teto do Arcabouço Fiscal e Impacto nas Contas Públicas – O reajuste do piso nacional afeta diretamente os gastos obrigatórios da União, como os benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o PIS/Pasep.
Segundo dados técnicos, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera um gasto adicional de aproximadamente R$ 413,2 milhões no Orçamento Federal. Essa revisão de R$ 24 a mais do que o previsto adiciona uma pressão de R$ 9,9 bilhões nas despesas obrigatórias.
Para garantir a sustentabilidade das contas públicas e o cumprimento das regras do arcabouço fiscal, o ganho real do piso é limitado ao intervalo entre 0,6% e 2,5% acima da inflação ao ano. A projeção para 2027 respeita o limite teto de 2,5% de ganho real.
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