A diferença entre taxas de financiamento imobiliário pode passar de R$ 78 mil dependendo do banco escolhido

Comprar a casa própria já pesa no bolso, mas é na escolha do banco que a diferença de preço pode disparar sem o comprador perceber. Levantamentos recentes do mercado de crédito imobiliário mostram que a taxa de juros varia de banco pra banco, e que optar pela instituição errada pode significar dezenas de milhares de reais a mais pagos ao longo do financiamento — um detalhe que muita gente só descobre tarde demais, depois de assinar o contrato.

Quanto pesa a diferença de taxa entre os bancos – Financiamento que se estende por décadas tende a transformar pequenas diferenças de taxa em valores bem maiores lá na frente, e é exatamente isso que os comparativos de mercado revelam. Nesse sentido, levantamentos do setor mostram taxas mínimas que vão de cerca de 9% a quase 14% ao ano dependendo do banco, do perfil do cliente e do relacionamento bancário — Caixa, Banco do Brasil e bancos privados tradicionais costumam aparecer entre as opções mais competitivas, enquanto instituições digitais oscilam conforme a faixa de financiamento oferecida. Assim, numa simulação de R$ 400 mil em 30 anos pelo sistema SAC, a diferença entre a taxa mais baixa e taxas um pouco mais altas já passa de R$ 78 mil pagos a mais ao final do contrato, segundo simulações do setor.

Por que vale pesquisar antes de assinar – Diferença que parece pequena no papel — meio ponto percentual, um ponto percentual — costuma esconder um impacto financeiro grande demais pra ser ignorado. Por outro lado, o Custo Efetivo Total (CET) de cada proposta também entra na conta, já que seguros obrigatórios, tarifas e o relacionamento do cliente com o banco podem alterar o valor final além da taxa de juros anunciada. Por isso, especialistas do setor recomendam simular o financiamento em pelo menos três instituições diferentes antes de fechar negócio, comparando não só a taxa nominal, mas o CET completo de cada oferta.

Para quem financia um imóvel de valor mais modesto, como a faixa de R$ 300 mil comum em boa parte das cidades do Nordeste, a lógica se repete: a diferença proporcional entre taxas segue existindo, ainda que o valor final dependa da análise de crédito de cada comprador e da oferta vigente em cada banco no momento da contratação. Casa própria já é sonho caro em qualquer canto do Nordeste, e descobrir que o banco errado pode cobrar a mais por décadas é o tipo de informação que separa quem economiza de quem paga a conta sem perceber.

Nordeste Online