
Índice FipeZAP mostra que avanço acumulado continua acima da inflação, que ficou em 4,22% no mesmo período
O preço dos novos contratos de aluguel residencial subiu 0,55% em agosto de 2026, segundo o Índice FipeZAP de Locação Residencial. Em 12 meses, a alta acumulada chegou a 9,16%, mais que o dobro da inflação medida pelo IPCA, de 4,22% no mesmo intervalo.
Apesar do avanço, o resultado mensal mostra uma desaceleração do mercado. O indicador acompanha os valores anunciados para apartamentos prontos em cidades brasileiras e, portanto, reflete principalmente os preços pedidos em novos contratos de locação.
Aluguel desacelera, mas segue acima da inflação – O comportamento dos preços reforça a diferença entre o mercado de locação e a inflação geral da economia. Enquanto o aluguel residencial acumulou alta de 9,16% em 12 meses, o IPCA avançou 4,22%.
No acumulado de 2026 até agosto, os aluguéis registraram alta de 6,56%, segundo os dados do FipeZAP. A leitura do índice precisa considerar que ele acompanha anúncios de novos aluguéis, e não necessariamente os valores pagos por contratos que já estão em vigor. A própria Fipe destaca essa diferença na metodologia do indicador.
São Paulo lidera entre as capitais – Entre as capitais monitoradas pelo índice, São Paulo apresentou o maior preço médio de locação, de R$ 65,36 por metro quadrado em agosto. O valor coloca a capital paulista no topo do ranking de preços médios do aluguel residencial. A diferença entre as cidades mostra que o comportamento do mercado imobiliário não é uniforme.
A demanda por imóveis, a disponibilidade de unidades e as características de cada mercado local influenciam a formação dos preços. O Índice FipeZAP é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o Grupo OLX, a partir de anúncios de imóveis residenciais publicados nos portais do grupo. O indicador acompanha apartamentos prontos em até 56 cidades, incluindo 22 capitais brasileiras.
Pressão sobre o mercado imobiliário – A persistência dos aluguéis acima da inflação mantém a locação como um dos pontos de atenção para o mercado imobiliário. Para proprietários, investidores e empresas do setor, a evolução dos preços ajuda a acompanhar as condições de oferta e demanda por moradia. Já para os consumidores, a alta dos novos contratos representa pressão adicional sobre o orçamento de quem busca trocar de imóvel ou entrar no mercado de locação.
Paraíba Business
