Santa Fé
[Luiz Ramalho]
Santa Fé
Ainda estou aqui
Dormindo noutras terras
A digital do tempo
Marcou o meu silêncio
Mas não te esqueci
A chave do meu peito
Ainda está contigo
E os versos que escrevi
A serra que te abraça
A aurora que te acorda
O rio que te enlaça
Como grande corda
Pra mim ele é maior
do que o Amazonas
Santa Fé
Ainda estou aqui
Dormindo noutras terras
A digital do tempo
Marcou meu silêncio
Mas não te esqueci
A chave do meu peito
Ainda está contigo
E os versos que escrevi
Ainda está dormindo
No porão da história
Teus filhos arrastados
Pela correnteza
Jamais esquecerão
Teu lastro de pobreza…
Jamais esquecerão
Teu porte de nobreza…
O Governo do Estado da Paraíba, através da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), da Fundação Espaço Cultural (Funesc), e da Secretaria de Estado de Comunicação Institucional (Secom), publicou no último dia 15 de janeiro, no Diário Oficial do Estado (DOE), o edital com abertura de inscrições para o 9° Festival de Música da Paraíba. No presente ano, o mencionado Festival homenageia o compositor, poeta e músico, Luiz Ramalho, nascido em Bonito de Santa Fé e falecido em 1981.
Esta deferência constitui-se em realista, fecunda e decisivo reconhecimento à multidimensional, criativa e inovadora trajetória artística-poética-musical deste autêntico produtor cultural, humanizador, poeta e compositor, Luiz Ramalho. Um atestado inequívoco de que sua obra é de grande e real valor, e está inserida neste imenso patrimônio imaterial que é a Música Popular Brasileira. E, por extensão, também, o nosso imorredouro Forró, por onde transitou com suas construções poéticas, muito fidedignas e belas, retratadouras, acima de tudo, da cultura popular materializada nos sertões do Nordeste Brasileiro.
Objetivando a corroboração de minhas afirmações acima, encontramos através de pesquisas básicas algumas informações que evidenciam a importância de Luiz Ramalho para a cultura nacional. Como, por exemplo, quando foram homenageados em exposições em Campina Grande, no Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP), durante o mês de junho, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Lourdes Ramalho e, obviamente, Luiz Ramalho, assim destacado:
Luiz Ramalho, nascido em 1931 e morto em 1981, nasceu em Bonito de Santa Fé, no Sertão paraibano, e teve como um de seus maiores sucessos a música “Foi Deus que Fez Você”, vice-campeã do Festival MPB-80, cantada por Amelinha. O compacto vendeu mais de 1 milhão de cópias, e a canção foi a primeira no Brasil a figurar na primeira posição das paradas de sucesso, tanto das emissoras de rádio AM quanto nas de FM. Admiradora do talento do compositor, Amelinha gravaria depois outras composições dele, a exemplo de “Santa Fé” e “Paleio”. O artista também foi parceiro de Luiz Gonzaga em seis composições, entre elas “Roendo Unha”, “Daquele Jeito” e “São João nas Capitá”.
A imensa capacidade intelectual, criatividade por excelência, de tal compositor, sensibilidade monumental, e respeito pela pessoa da mulher, rendeu a este artista uma projeção, não apenas local, regional, mas nacional. Luiz Ramalho é infinitamente maior do que sua composição e música “Foi Deus que Fez Você”, pois suas mais de 150 composições são reveladoras de efetiva riqueza literária. Uma real simbiose elucidativa de seu percurso artístico, entre o erudito e o popular.
Ainda em Campina Grande, o cantor campinense Pepysho Neto, no contexto do projeto musical “7 Notas”, atualmente realizado nesta cidade, dedicou em uma de suas edições, realizada no Cine Teatro do Sesc, o tributo “Saudade do poeta”, em homenagem a Luiz Ramalho. Pois, suas canções percorreram e continuam sendo evidenciadas em todo o território nacional na voz de ícones da Música Popular Brasileira, entre os quais: Luiz Gonzaga, Elba Ramalho e Amelhinha. Luiz Gonzaga, por exemplo, foi um dos principais parceiros do compositor paraibano em suas composições. Dessa união surgiram belíssimas composições, como: “Daquele jeito” e “São João nas capitá”.
A origem e trajetória de Luiz Ramalho, até a conquista de seus espaços e lugar merecido como cidadão e artista, está conectada ao universo familiar e cultural do Sertão Nordestino, como evidencia seu próprio local de nascimento e estrutura familiar:
Filho de Arsênio de Sá Ramalho e Izabel (Bilinha) Leite Ramalho, tendo como avós paternos Coriolano Mariano de Sá e Maria Pinto Ramalho. Teve 5 irmãos: Coriolano Ramalho Neto, Anita Ramalho de Holanda, Francisco de Assis Ramalho, Benonília de Sá Ramalho e Walter de Sá Ramalho[7]. Passou parte da infância e adolescência em São José de Piranhas, Bonito de Santa Fé e Cajazeiras, concluindo nesta cidade o curso ginasial no Colégio Diocesano Padre Rolim em 1948. Depois disso, voltou à Fazenda Pascoal, dedicando-se à agricultura, arrumando sempre tempo para caçar à noite. Catava algodão, fazia cercas, brocava, encoivarava e destocava capoeiras, além de tanger o gado e os burros, temas sertanejos que permearam várias de suas composições, como “Tropeiro”, “Vazante”, “Roendo Unha”, etc.
Esta origem e vivência no Sertão Paraibano foi decisiva e fundamental para consubstanciar e robustecer o patrimônio cultural de Luiz Ramalho e sua obra, firmemente reveladora dos costumes, crenças, tradições e até mazelas. Infelizmente, ainda hoje, vitimando milhares de homens e mulheres nos sertões do Nordeste Brasileiro, como por exemplo: a concentração da propriedade da terra; o latifúndio; a pobreza; o preconceito; as desigualdades sociais; o racismo; e as intempéries climáticas que afetam, costumeiramente, a região.
A obra de Luiz Ramalho não deixa por menos: é anúncio e, ao mesmo tempo, denúncia de tais situações, robustecidas por uma indsfarcável amorosidade e conexão, principalmente, com as camadas populares. São hinos de amor, de decifração, desvelamento, acima de tudo, do Sertão Nordestino. E soube, ainda, com sua diversidade artística, poetizar a paz, o amor, a dignidade da pessoa humana, a justiça social, sendo coerente, pertinente na percepção e respeito teórico-prático à linguagem de cultura popular nordestina.
Em minha percepção, creio que há ainda uma grande dívida dos pesquisadores e estudiosos da Literatura Paraibana, com a pesquisa e estudos mais aprofundados da diversificada, significativa e bela obra de Luiz Ramalho. Departamentos e cursos de Letras e Música da UFPB, UFCG, UEPB, nos seus múltiplos campus, podem e devem estimular seus educandos a investigar, desnudar, evidenciar, amplamente, a obra deste compositor, para que tal dívida seja, finalmente, equacionada e os paraibanos, nordestinos e brasileiros conheçam mais e melhor sua magnífica obra.
A grandeza, beleza, essencialidade poética e musical de Luiz Ramalho, é concreta e está contida para além das suas composições abaixo gravadas:
- Meação (Luiz Ramalho)
Gílson Reis & Conjunto Ademir (1967) – Disco “1o Festival Paraibano da MPB” (premiada com 2º lugar)
- Tropeiro (Luiz Ramalho)
Chico Zacarias & Quarteto Som (1968) – Disco “2o Festival Paraibano da MPB” (premiada com 1º lugar)
- Retiro da lua (Luiz Ramalho)
Roberto Rabelo (1968) – Disco “1o O Brasil canta no Rio” – III Festival Nacional da Música Popular Brasileira (TV Excelsior) (finalista)[13]
- Facilita (Luiz Ramalho)
Luiz Gonzaga (1973) – Disco “Luiz Gonzaga”
Concerto viola (1978) – Disco “Vozes da Seca”
Jorge Aragão (1983) – Disco “Verão”
Catuaba com amendoim (1988) – Disco “Barraca do Gonzagão”
Elba Ramalho (2002) – Disco “Elba canta Luiz”
Genival Lacerda & Chico César (2012)- “Genival Lacerda canta Luiz Gonzaga no balanço do forró”
Adelmário Coelho (2012) – Disco “Abrindo o Baú de Luiz Gonzaga – Acústico”
- Daquele Jeito (Luiz Ramalho & Luiz Gonzaga)
Luiz Gonzaga (1974) – Disco “Daquele Jeito”
Santanna, o Cantador (2004) – Disco “Forró de Bem Querer”
Dominguinhos (2012) – Disco “100 anos de Gonzagão”
Flavinho Lima (2012) – Disco “Flavinho Lima canta Luiz Gonzaga”
Adelmário Coelho (2012) – Disco “Abrindo o Baú de Luiz Gonzaga – Acústico”
- Retrato de um forró (Luiz Ramalho & Luiz Gonzaga).
Luiz Gonzaga (1974) – Disco “Daquele Jeito”
Azulão (1974) – Disco “Camarão – Retrato de um forró”
Mastruz com Leite (1998) – Disco “Barraca do Gonzagão”
Eddie (banda) (1999) – Disco “Baião de Viramundo”
Rastapé (2005) – Disco “Cantando a história do forró – ao vivo”
Estakazero & Trio Nordestino (2009) – Disco “Viva Luiz”
Flavinho Lima (2012) – Disco “Flavinho Lima canta Luiz Gonzaga”
- Roendo Unha (Luiz Ramalho & Luiz Gonzaga)
Luiz Gonzaga (1976) – Disco “Capim Novo”
Chiquinha Gonzaga (cantora) (1976) – Disco “Penerô Xerém”
Elba Ramalho (1983) – Disco “Coração Brasileiro”
Alcymar Monteiro & Luiz Gonzaga (1986) – Disco “Forroteria”
Sirano (1988) – Disco “Bom à Bessa”
Xangai (músico) com Quinteto da Paraíba (1997) – Disco “Um abraço pra ti pequenina”
Maria Dapaz (1999) – Disco “Meu Lugar”
Falamansa (2004) – Disco “Um Dia Perfeito”
Renata Arruda (2006) – Disco “Pegada – Acústico”
Targino Gondim (2008) – Disco “Canções de Luiz”
Elisa Addor (2011) – Disco “Novos Tempos”
Célia (2012) – Disco “100 anos de Gonzagão”
Fabinho do Zabumba (2013) – Disco “Fabinho Zabumbão Canta Gonzagão”
- São João nas capitá (Luiz Gonzaga & Luiz Ramalho).
Luiz Gonzaga (1976) – Disco “Capim Novo”
- Amor em jacumã (Dom Um Romão & Luiz Ramalho).
Dom Um Romão (1976) – Disco “Hotmosphere” – Pablo Records (EUA)
Cravo e Canela (1977) – Disco “Preço de Cada Um”
Ithamara Koorax (2006) – Disco “Brazilian Butterfly”
Menina Bahiana (2006) – Disco “Dance”
Lucas Santtana (2009) – Disco “Sem Nostalgia”
- O homem que tinha três pontinhos (Luiz Santa Fé* & Genival Lacerda)
Genival Lacerda (1977) – Disco “O homem que tinha três pontinhos”
- Estalo de Vieira (Luiz Santa Fé & Genival Lacerda)
Genival Lacerda (1977) – Disco “O homem que tinha três pontinhos”
- Sacolejado (Luiz Santa Fé & Genival Lacerda)
Genival Lacerda (1977) – Disco “O homem que tinha três pontinhos”
- Que que é isso (Luiz Santa Fé & Genival Lacerda)
Genival Lacerda (1977) – Compacto simples Copacabana
- Preço de cada um (Luiz Ramalho & Glorinha Gadelha)
Grupo Cravo e Canela (1977) – Disco “Preço de cada um”
Cyro Aguiar (1979) – Disco “Aos músicos brasileiros”
Glória Gadelha (2005) – Disco “Tinto e Tropical”
- Cabeça Chata (Luiz Santa Fé & Lula da Ibiapina)
Genival Lacerda (1978) – Disco “Cabeça Chata”
- Sivuca (Luiz Santa Fé & Genival Lacerda)
Genival Lacerda (1978) – Disco “Cabeça Chata”
- Rita Caxeado (Luiz Santa Fé & Genival Lacerda)
Genival Lacerda (1978) – Disco “Cabeça Chata”
- Eu sou da Paraíba (Luiz Santa Fé & Genival Lacerda)
Genival Lacerda (1978) – Disco “Cabeça Chata”
- A cara do pai (Luiz Santa Fé & Genival Lacerda)
Zenilton (1978) – Disco “Zenilton”
- O Mangangá (ou Mangará) (Luiz Ramalho)
Luiz Gonzaga (1979) – Disco “Eu e meu pai”
Genival Lacerda (1979) – Disco “Não Despreze Seu Coroa”
- Veio d’água (Luiz Ramalho)
Marília Serra (1978) – Disco “1ª Cantoria da Música Nordestina” (finalista)
Elba Ramalho (1979) – Disco “Ave de Prata”
Ayrton Montarroyos (2018) – no single de mesmo nome
- Nega Zira (Luiz Santa Fé & Genival Lacerda)
Genival Lacerda (1979) – Disco “Não Despreze Seu Coroa”
- Olha o menino (Luiz Ramalho)
Marinalva (1980) – Disco “De rolha na boca”
- Par de juriti (Luiz Ramalho)
Marinalva (1980) – Disco “De rolha na boca”
Trio Sudestino (2017) – Disco “Bora de Forró”
- Espelho de barrigudo (Luiz Santa Fé & Genival Lacerda)
Trio Juazeiro (1980) – Disco “Vamos vadiar”
- Foi Deus quem fez você (Luiz Ramalho)
Amelinha (1980) – Disco “MPB 80 vol.2” (2º lugar no Festival MPB Shell 1980, Rede Globo)
Altemar Dutra (1980) – Disco “Especialmente para você”
Turma do Baixo Leblon (1980) – Disco “Carnaval Geral 81”
Fernando Mendes (1996) – Disco “Fernando Mendes”
Perla (1996) – Disco “Maxximum – Perla”
Rastapé (2005) – Disco “Pode Relampejar”
Menina do Céu (2007) – Disco “O dia em que o sol declarou-se para a lua”
Margareth Menezes (2008) – Disco “Naturalmente”
Padre Reginaldo Manzotti (2010) – Disco “Creio no Deus do Impossível”
Amanda Neves (2012) – Disco “Only Hope”
Bell Marques (2014) – Disco single “Foi Deus quem fez você”
- Lances da vida (Luiz Ramalho)
Afrânio Ramalho (1981) – Compacto simples RCA – Produzido por Luiz Ramalho
- Palavras tatuadas (Luiz Ramalho)
Anay Claro (1981) – Compacto simples RCA – Produzido por Luiz Ramalho
- Questão de amor (Glorinha Gadelha e Luiz Ramalho
Glória Gadelha (1981) – Disco “Bendito o fruto”
- Paleio (Luiz Ramalho)
Amelinha (1982) – Disco “Mulher nova bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor”
- Santa Fé (Luiz Ramalho)
Amelinha (1982) – Disco “Mulher nova bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor”
- A estrada (Luiz Ramalho)
Amelinha (1996) – Disco “Fruta Madura”
- Bayeux (Luiz Ramalho)
Anay Claro (2006) – Disco ” Claro”
- Galope à beira-mar (Luiz Ramalho)
Anay Claro (2006) – Disco ” Claro”
- É proibido falar (Luiz Ramalho)
Afrânio Ramalho (2015) – Disco “Ao vivo”
- Tudo tem fim (Luiz Ramalho)
Afrânio Ramalho (2015) – Disco “Ao vivo”
Essa discografia, apenas revelada aqui, parcialmente, por si mesma já é indicadora do imenso sentido, valor histórico-cultural-social-poético-musical da obra de Luiz Ramalho, que, inclusive, necessariamente, precisa ser melhor e efetivamente defendida, protegida e, acima de tudo, promovida, em nossa Terra Natal, Bonito de Santa Fé. Que o Poder Executivo Municipal, o Poder Legislativo Municipal, a Secretaria de Cultura deste município, a Rede Pública de Educação Municipal, a Rádio Nova Bonito (104,9 FM) e demais veículos de Comunicação, formais e informais, existentes no município, estabeleçam o compromisso e a responsabilidade, sem mais adiamentos, e vacilações de transformar o ano de 2026 no Ano Cultural Luiz Ramalho, para que as presentes e futuras gerações tenham o acesso e a oportunidade democrática e verdadeira de conhecer e desfrutar dos sentidos, estética, significados e beleza da obra deste meu queridíssimo conterrâneo.
Sistematizar, coletivamente, o Ano Cultural Luiz Ramalho (2026) em Bonito de Santa Fé é manifestar respeito e responsabilidade com a memória e história da Música Popular Brasileira, do patrimônio imaterial que é o Forró, em nosso país. É, afinal de tudo, reconhecer na prática a importância que tem e terá a obra de Luiz Ramalho para o Brasil. E fazer isso não é prestação de nenhum favor, é um dever que deve ser assumido, plenamente, por todos, principalmente, por seus conterrâneos de um modo geral.
No contexto das homenagens que começaram a ser desenvolvidas em João Pessoa a esta personalidade mencionada, 19° membro da Academia Paraibana de Música, o programa Espaço Cultural, da Funesc, transmitido pelo site da Rádio Tabajara (radiotabajara.pb.org.br/radio-ao-vivo), produzido pelo jornalista e radialista Jãmarrí Nogueira, deixou claro as contribuições de Luiz Ramalho nas vozes de Genival Lacerda, Luiz Gonzaga, Chico César, Anay Claro e Marinalva, Elba Ramalho, Renata Arruda, Roberto Rabelo, Zenilton, Lisiane & Geber Ramalho. Esses últimos, reconhecidamente, grandes defensores, preservadores e promovedores da obra de Luiz Ramalho no vizinho estado de Pernambuco, em suas principais instituições e espaços culturais.
Para mais amplas informações relativas ao compositor Luiz Ramalho, o autor deste modesto artigo recomenda que os prezados leitores possam acessar a página do Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB) sobre o mencionado: https://x.gd/fc5o1.
Luiz Ramalho vive!
Referências:
JORNAL DA PARAÍBA. Elba, Zé, Luiz e Lourdes Ramalho são homenageados com exposições em CG. Disponível em: https://x.gd/TKx5h0 Acesso em: 08/02/2026.
RAMALHO, Luiz. Santa Fé. Disponível em: https://x.gd/pLdiJ Acesso em: 08/02/2026.
WIKIPEDIA. Luiz Ramalho. Disponível em: https://x.gd/0ORpnz Acesso em: 08/02/2026.
Giovanny de Sousa Lima
