
Capital paraibana registra alta acima da média nacional e chega a R$ 8.387 por metro² em agosto. Foto: Reprodução
João Pessoa encerrou agosto com valorização de 8,12% nos preços anunciados de imóveis residenciais nos últimos 12 meses, segundo o Índice FipeZAP de Venda Residencial. O resultado coloca a capital paraibana entre os mercados acompanhados pelo indicador com avanço mais expressivo no período.
Somente em agosto, os preços anunciados subiram 0,56% em João Pessoa. No acumulado de 2026, a alta chega a 5,03%. O preço médio anunciado alcançou R$ 8.387 por metro quadrado, a partir de uma amostra de 20.036 anúncios. O movimento chama atenção porque a valorização dos imóveis na capital paraibana supera a média nacional do FipeZAP. No conjunto das 56 cidades monitoradas, o índice acumulou alta de 5,49% em 12 meses, contra os 8,12% registrados em João Pessoa.
João Pessoa avança acima da média brasileira – A alta de 8,12% registrada em João Pessoa também supera a inflação acumulada de 4,14% considerada pelo levantamento no período de 12 meses. No acumulado de 2026, a valorização de 5,03% da capital também ficou acima da inflação de 3,02% usada como referência no informe.
Entre as capitais nordestinas, João Pessoa aparece com valorização inferior a Salvador, Aracaju, Fortaleza e Natal, mas supera mercados como São Luís, Teresina, Recife e Maceió. Salvador lidera o recorte regional, com alta de 10,84% em 12 meses, seguida por Aracaju, com 9,06%, Fortaleza, com 8,89%, e Natal, com 8,40%. O dado reforça a presença de João Pessoa em uma faixa de mercado cada vez mais relevante no Nordeste, com preços e valorização que já se aproximam dos principais centros imobiliários da região.
Metro quadrado chega a R$ 8,3 mil – O preço médio anunciado de R$ 8.387 por metro quadrado coloca João Pessoa acima de cidades como Manaus, Natal, Teresina e Aracaju. Na comparação com outras capitais nordestinas, o valor fica abaixo de Maceió, Fortaleza, Recife, Salvador e São Luís. Fortaleza registra R$ 9.502 por metro quadrado, Recife chega a R$ 8.912 e Salvador, a R$ 8.653. O resultado mostra uma mudança importante na posição relativa da capital paraibana. João Pessoa já apresenta preço médio superior ao de parte dos mercados nordestinos acompanhados pelo FipeZAP, ao mesmo tempo em que mantém uma trajetória de valorização acima da média nacional.
Bairros mostram diferentes ritmos de valorização – A valorização não ocorre de maneira uniforme entre as áreas representativas da amostra. O Jardim Cidade Universitária apresentou a maior variação em 12 meses entre os locais destacados no informe, com alta de 19,6%. Na sequência aparecem Aeroclube, com 17,7%, e Altiplano Cabo Branco, com 14,3%. Também registraram altas relevantes Jardim Oceania, de 12,1%; Brisamar, de 10,4%; Manaíra, de 9,9%; Bessa, de 7,9%; Cabo Branco, de 7,8%; Portal do Sol, de 6,5%; e Torre, de 3,8%.
Entre os maiores preços médios por metro quadrado destacados pelo FipeZAP estão Cabo Branco, com R$ 12.541/m²; Jardim Oceania, com R$ 10.872/m²; e Altiplano Cabo Branco, com R$ 10.550/m². A combinação entre preço e valorização ajuda a identificar diferentes momentos do mercado dentro da própria capital, com áreas consolidadas convivendo com regiões que apresentam ritmo mais acelerado de crescimento.
Um mercado em transformação – O resultado de agosto acrescenta um novo dado à trajetória recente do mercado imobiliário de João Pessoa. A capital combina valorização anual superior à média nacional com um preço médio que já ultrapassa R$ 8 mil por metro quadrado. O movimento também amplia a atenção sobre os bairros que concentram maior valorização e sobre os fatores que sustentam a demanda por imóveis na cidade.
É importante, porém, observar a metodologia. O FipeZAP acompanha preços de imóveis residenciais anunciados na internet em 56 cidades brasileiras. Portanto, os percentuais representam a evolução dos preços de oferta e não necessariamente os valores finais efetivamente negociados em cada transação. A fotografia de agosto, ainda assim, coloca João Pessoa em posição de destaque no mercado imobiliário nacional e reforça a importância da capital no cenário de investimentos e desenvolvimento urbano do Nordeste.
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