Iniciativa prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro do combustível para suavizar impacto do conflito no Oriente Médio

Vinte e dois dos 27 estados brasileiros sinalizaram concordar com a proposta do governo federal de criar um subsídio para a importação de diesel. A posição foi anunciada pelo Ministério da Fazenda, em nota conjunta com o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

Acre (AC);
Alagoas (AL);
Amazonas (AM);
Bahia (BA);
Ceará (CE);
Distrito Federal (DF);
Espírito Santo (ES);
Maranhão (MA);
Mato Grosso (MT);
Mato Grosso do Sul (MS);
Minas Gerais (MG);
Paraíba (PB);
Paraná (PR);
Pernambuco (PE);
Piauí (PI);
Rio Grande do Norte (RN);
Rio Grande do Sul (RS);
Roraima (RR);
Santa Catarina (SC);
São Paulo (SP);
Sergipe (SE); e
Tocantins (TO).

Inicialmente, o governo do DF havia rejeitado o convite, mas voltou atrás nesta quarta-feira (1º). Amapá, Goiás, Pará e Rio de Janeiro esperam a publicação da medida provisória para decidir se vão aderir à iniciativa. Já o governo de Rondônia manifestou posição contrária em nota, na qual afirma que “é muito duvidoso que esta ação se reflita na redução do preço do diesel na bomba.” O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o texto detalhando a política sai ainda esta semana.

A intenção é implementar um auxílio de até R$ 1,20 por litro de diesel durante dois meses para empresas importadoras. Metade desse valor será paga pela União e os outros R$ 0,60 serão divididos proporcionalmente pelos governos estaduais participantes, de acordo com o volume do combustível consumido. O impacto nos cofres dos estados seria de cerca de R$ 1,5 bilhão. A compensação será feita por meio da retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Estratégias – A nova estratégia substitui a proposta inicial de zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos estados e se soma à isenção federal do PIS/Cofins e à subvenção de R$ 0,32 por litro já concedida pela União. Esses movimentos surgem como providência do governo federal para conter a alta dos preços dos combustíveis no mercado internacional, influenciada principalmente pela guerra no Oriente Médio. Atualmente, cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado. Assim, as medidas também buscam mitigar o impacto inflacionário, conter a elevação do custo do frete, o risco de desabastecimento e trazer maior estabilidade ao mercado no curto prazo.

Álvaro Couto / Brasil 61