
O levantamento é resultado de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na semana anterior. Foto: iStock
O mercado financeiro reduz pela sexta semana consecutiva a projeção de inflação para 2026, que agora está em 5,02%, conforme divulgado pelo Banco Central no Boletim Focus de hoje (10). O levantamento é resultado de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na semana anterior.
O BC adotou desde o início de 2025 o sistema de meta contínua para a inflação, com objetivo central em 3%, aceitando variações entre 1,50% e 4,50%. Apesar disso, as previsões para alguns anos ainda indicam níveis acima deste teto, como em 2026.
Expectativas para inflação e taxa Selic – Para 2026, a estimativa de inflação passou de 5,03% para 5,02%. Para os anos seguintes, as projeções permanecem estáveis: 4,22% para 2027, 3,80% para 2028 e 3,50% para 2029. A redução ocorre mesmo diante da escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços internacionais do petróleo, podendo pressionar a inflação brasileira via aumento dos combustíveis. A situação envolve pacotes de negociações entre Estados Unidos e Irã.
Na área monetária, o mercado espera um último corte da taxa Selic em 2025, atualmente em 14% ao ano, com projeção de 13,75% ao final do ano. Para 2027 e 2028, as estimativas da taxa permanecem em 12% e 10,50% ao ano, respectivamente.
Projeções para atividade econômica e câmbio – Em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a previsão para 2026 sofreu leve recuo, de 1,99% para 1,98%. Para 2027, a projeção caiu de 1,57% para 1,52%. O PIB de 2024 registrou oficialmente expansão de 2,3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Quanto à taxa de câmbio, as estimativas se mantêm em R$ 5,20 por dólar para o final de 2025 e R$ 5,28 para o fim de 2027. A persistente queda nas expectativas de inflação reflete as análises do mercado sobre a dinâmica econômica, mesmo em contexto de volatilidade e custos elevados de energia.
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