Boletim Focus mostra leve recuo na estimativa do IPCA, que segue acima do teto da meta. Foto: iStock / Arquivo

Economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a expectativa para a inflação de 2026 pela terceira semana consecutiva. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20/7) pelo Banco Central (BC), a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,16% para 5,15%. Apesar da revisão para baixo, a estimativa segue acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Pelo sistema de metas contínuas, o objetivo para o IPCA é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que fixa o limite superior em 4,5%. Para os anos seguintes, as projeções permaneceram praticamente estáveis. A estimativa para o IPCA de 2027 foi mantida em 4,20%, enquanto a previsão para 2028 subiu de 3,70% para 3,78%. Já para 2029, a expectativa seguiu inalterada em 3,50%.

Selic – As projeções para a taxa básica de juros (Selic) permaneceram estáveis em todo o horizonte da pesquisa. Para 2026, a expectativa foi mantida em 14% ao ano. Em 2027, os economistas continuaram projetando a taxa em 12% ao ano. Para 2028, a estimativa seguiu em 10,50%, enquanto, para 2029, permaneceu em 10% ao ano.

PIB – A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 permaneceu estável em 1,99%. Para 2027, a estimativa segue em 1,65%. Já para 2028, os economistas mantiveram a expectativa de expansão de 2%, mesmo percentual projetado para 2029.

Câmbio – No câmbio, a projeção para a cotação do dólar ao fim de 2026 foi mantida em R$ 5,20. Para 2027, a expectativa permaneceu em R$ 5,28. Já para 2028, a estimativa recuou pela segunda semana consecutiva, passando de R$ 5,34 para R$ 5,30. Para 2029, a projeção seguiu inalterada em R$ 5,40.

Informa Paraíba