A principal novidade é a criação da Faixa 4, que vai atender famílias com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil

Boa notícia para quem sonha com a casa própria! O Governo Federal anunciou uma reformulação completa do programa Minha Casa, Minha Vida, com direito a mais dinheiro, novas regras e uma faixa especial para a classe média. A princípio, a promessa é ambiciosa: R$ 180 bilhões em investimentos e a meta de contratar 3 milhões de moradias até o fim de 2026.

O que mudou no programa? – Antes de mais nada, a principal novidade é a criação da Faixa 4, que vai atender famílias com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Antes, esse público ficava de fora ou precisava buscar financiamento no mercado tradicional, com juros mais altos.

Agora, quem ganha nessa faixa pode financiar imóveis de até R$ 500 mil com uma taxa de juros de 10% ao ano. Pode não parecer tão baixo, mas no mercado normal, os juros costumam ser bem mais salgados, ainda mais com a taxa básica da economia (a Selic) acima de 15%. Importante: nessa nova faixa, não há subsídio do governo (aquela parte do dinheiro que é praticamente dada). Mas o juro mais baixo já é uma grande vantagem.

Números que impressionam – A reformulação já está dando resultado. Em 2025, o Minha Casa, Minha Vida foi responsável por: 52% dos lançamentos imobiliários do País; 49% das vendas de imóveis residenciais. Ou seja, praticamente metade do mercado imobiliário brasileiro passou pelo programa! Isso mostra a força que o Minha Casa, Minha Vida tem na economia. E mesmo com os juros altos no país (a Selic acima de 15%), o setor conseguiu superar as metas e vender mais do que o esperado.

De onde vem o dinheiro? – Além disso, o programa também conta com uma fonte de dinheiro muito importante: o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Só em 2025, foram usados R$ 144,5 bilhões do FGTS para financiar moradias. Esse dinheiro é do trabalhador e volta para ele em forma de crédito mais barato para comprar a casa própria. É um ciclo que beneficia todo mundo.

Brasileiro quer comprar imóvel – Outro fator que anima o setor é a vontade do povo. Pesquisas mostram que muita gente pretende comprar um imóvel nos próximos dois anos. Essa intenção de compra, junto com as novas condições do programa, deve manter o mercado imobiliário aquecido. Com mais gente podendo financiar, as construtoras constroem mais, geram mais empregos, vendem mais e a economia inteira ganha.

Por que isso importa? – Ter um teto para morar é um dos sonhos mais antigos do ser humano. E no Brasil, onde o aluguel pesa no bolso e financiamento sempre foi caro, o Minha Casa, Minha Vida é uma das principais portas de entrada para a casa própria.

Com as mudanças, mais famílias podem entrar nesse sonho:

• Quem ganha pouco continua tendo subsídio e juro baixo;
• As cidades se desenvolvem com novos bairros e infraestrutura;
• O setor da construção civil gera emprego e movimenta a economia;
• Quem ganha um pouco mais agora também tem uma opção com juro melhor que o mercado.

Em suma, se sua família ganha entre R$ 8 mil e R$ 12 mil por mês, agora você pode financiar um imóvel de até R$ 500 mil com juros de 10% ao ano pelo programa. Desse modo, vale a pena procurar uma construtora ou uma instituição financeira credenciada e simular o seu financiamento. Se sua renda é menor, as condições são ainda melhores. Corra atrás do seu sonho!

Eliseu Lins / Agência NE9