Compilação de dados revela as condições de vida das pessoas com deficiência no Estado. Foto: Reprodução / Internet

As dificuldades também variam conforme idade, raça e tipo de deficiência. Entre os paraibanos com 60 anos ou mais, 24,56% tinham alguma deficiência, contra 2,14% entre crianças de 2 a 9 anos. A dificuldade para enxergar aparece como a ocorrência mais comum, atingindo cerca de 178 mil pessoas. Também foram registrados 124,3 mil casos relacionados à dificuldade para andar ou subir degraus, 64,4 mil envolvendo funções mentais, 63 mil relacionados à destreza manual e 56,6 mil à audição. Uma mesma pessoa pode apresentar mais de uma dessas limitações.

Acessibilidade nas escolas – Dados do Censo Escolar 2025 apontam que 81,9% das escolas paraibanas tinham pelo menos um recurso de acessibilidade. O percentual supera os índices nacional e nordestino, ambos de 78,5%. Por outro lado, apenas 24,4% das unidades possuíam salas de recursos multifuncionais para o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Entre as escolas públicas, o índice era de 27,9%. A presença de profissionais de apoio alcançava 29,5% das escolas do estado. Na rede pública, chegava a 36,4%.

Municípios ainda têm estruturas diferentes – Na gestão municipal, 187 dos 223 municípios paraibanos declararam possuir alguma política ou programa voltado à promoção dos direitos das pessoas com deficiência em 2023. As iniciativas mais comuns estavam relacionadas à inclusão escolar, acessibilidade em espaços públicos e prevenção da discriminação.

Entretanto, apenas 16 municípios (7,2%) reuniam simultaneamente fundo municipal e política ou programa específico para esse público. Quanto à infraestrutura das sedes municipais, 190 cidades tinham pelo menos um recurso de acessibilidade. Rampas de acesso estavam presentes em 175 municípios, enquanto 115 contavam com sanitários acessíveis e 79 tinham rebaixamento de calçadas.

O levantamento também mostra avanços entre 2019 e 2023: a presença de sanitários acessíveis passou de 30% para 51,6% dos municípios, e o piso tátil avançou de 8,1% para 20,2%. Apesar disso, somente 22 municípios tinham pessoal capacitado para atendimento em Libras, e apenas dois possuíam comitê permanente de acessibilidade.

Os números fazem parte do levantamento do IBGE sobre Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, elaborado a partir de diferentes bases de dados, incluindo o Censo Demográfico 2022, Censo Escolar, Munic e Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios.

Repórter PB