Ministério da Integração informou que acionou a Polícia Federal para a investigação sobre o episódio. Foto: Arquivo

A Polícia Federal abriu no sábado (20) uma investigação preliminar para apurar o disparo de falsos alertas extremos por uma plataforma da Defesa Civil. Segundo a PF, o procedimento já está em curso. A plataforma de envios Defesa Civil Alerta sofreu uma invasão e foram disparadas notificações para celulares de pelo menos sete unidades da federação na madrugada de sábado.

As mensagens disparadas foram do tipo Alerta Extremo e continham a palavra “misantropia” ou variações. Misantropia significa aversão ou rejeição à humanidade. Em razão da invasão, a plataforma de envios foi retirada do ar por volta da 1h30. O Ministério da Integração informou que acionou a Polícia Federal para a investigação sobre o episódio. Segundo o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, “tudo indica” se tratar de um ataque hacker.

De acordo com ele, 10 alertas falsos foram disparados, mas não é possível, no momento, estimar em quantos celulares soaram as notificações. Foram 9 alertas pelo sistema Cell Broadcast e 1 pelo sistema de mensagens SMS. Pelas localidades em que houve registro de mensagens, é possível dizer, segundo o secretário, que milhões de celulares receberam os alertas.

O secretário também disse não conseguir afirmar com exatidão quantos estados receberam. Segundo ele, o sistema de envios de alertas voltará ao ar após a troca de senhas de acesso e o governo ter segurança de que não vão ocorrer novos ataques. Ele não estabeleceu uma data exata. O representante do Ministério da Integração contou que um novo sistema, mais seguro, já estava em desenvolvimento, mas ainda não há data para lançá-lo.

Em tese, entre os crimes que podem ter sido cometidos nesse caso, estão:

• Invasão de dispositivo Informático. Pena: reclusão, de 1 a 4 anos, e multa;
• Perturbação de serviço telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública. Pena: reclusão, de 2 a 4 anos, e multa;
• Atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública. Pena: reclusão, de um a cinco anos, e multa;
• Falsidade ideológica. Pena: reclusão, de um a cinco anos.

G1