A 30ª doação de múltiplos órgãos do ano foi registrada no último dia 13 de setembro. Foto: Reprodução / Internet

A Paraíba tem 773 pacientes na fila de espera por um transplante, segundo a Central Estadual de Transplantes. Em 2026, 129 pessoas já receberam órgãos no estado, de acordo com o balanço divulgado pela central em meados de setembro. O domingo (27) é o Dia Nacional da Doação de Órgãos, data que dá nome ao Setembro Verde.

A 30ª doação de múltiplos órgãos do ano foi registrada no dia 13 de setembro, no Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande. Com autorização da família, as equipes retiraram o fígado, os dois rins e as córneas de um doador de 28 anos, após a confirmação da morte encefálica. Para a diretora da Central de Transplantes, Rafaela Dias, a doação é um gesto de generosidade de famílias que tomam a decisão em um momento de dor e que dá a outras pessoas uma nova chance de vida.

A decisão é da família – No Brasil, a doação depois da morte só acontece com o consentimento da família. Por isso, a orientação das centrais de transplante é que quem deseja ser doador converse com os parentes em vida e deixe clara a vontade. A recusa familiar é um dos principais motivos para que uma doação não se concretize. Durante o Setembro Verde, a Central de Transplantes e hospitais da rede estadual fazem ações de conscientização com foco nesse ponto.

Como ser doador – O primeiro passo é avisar a família. Também é possível registrar a intenção pela Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), no site aedo.org.br, criada pelos cartórios de notas. A família continua sendo consultada no momento da doação, mas o documento ajuda a confirmar a vontade de quem morreu. Qualquer pessoa pode ser doadora, desde que a avaliação médica indique que os órgãos e tecidos estão em condições de ser transplantados. A doação não altera a aparência do corpo nem atrasa o velório.

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