Azpilicueta ergue o troféu da Liga dos Campeões conquistado pelo time do Chelsea. Foto: Twitter / UEFA

Não, não é o time de Pep Guardiola. É o Chelsea, de Thomas Tuchel, que está na equipe apenas há quatro meses. Ganhou quem criou mais, quem se defendeu melhor e quem foi superior taticamente. Com gol do alemão Havertz, a equipe londrina venceu o Manchester City por 1 a 0, no Estádio do Dragão, neste sábado (29/05), e conquistou a sua segunda taça da Liga dos Campeões. A última havia sido em 2012. Portanto, já faziam nove longos anos que os azuis de Londres não sentiam a alegria de levantar a Orelhuda (Taça da Liga).

A curiosidade fica nas histórias do zagueiro e comandante da equipe, o brasileiro Thiago Silva, e o alemão Thomas Tuchel, que haviam sido praticamente chutados do PSG após fracassos do time francês na mesma competição, no decorrer dos anos. Mesmo magoados, seguiram em frente, e quis o destino que fosse assim. A primeira Champions de ambos veio nesse sábado, dia 29 de maio de 2021. Ironia ou não, a história daria um roteiro de cinema e tanto!

Em sua primeira decisão, os Cityzens amargam o vice na despedida de Agüero. O atacante argentino, junto com Gabriel Jesus, tinha praticamente a certeza que sairiam vencedores da peleja. Treinados por nada mais nada menos que Pep Guardiola, ficava fácil todos apostarem as fichas no time de Manchester. Mas acertou quem apostou que a taça iria para Londres. O Chelsea foi superior, foi guerreiro, e achou na elasticidade do goleiro Mendy forças para acreditar que não era impossível. O volante Kanté parecia um faz tudo em campo, hora no meio, na defesa, na frente levando perigo, mas sempre recompondo com velocidade e qualidade.

E o Havertz? O que dizer desse jovem? Já que o Werner estava tímido e aproveitando pouco as chances que lhe apareciam, sobrou para ele empurrar a bola pra dentro gol do Manchester City. Mendy lançou Chilwell na esquerda, o lateral desviou para Mount, que deu um passe magistral, em velocidade, para Havertz. O alemão saiu cara a cara com Ederson, se livrou do brasileiro, e mandou para o gol: 1 a 0.

Na volta do segundo tempo, logo no inicio um choque, entre o belga Kevin De Bruyne e o alemão Rüdiger, deixa o loirinho no chão, e com um olho roxo, precisa deixar o gramado. Em seu lugar, o técnico espanhol chama Fernandinho. A equipe de Guardiola fechou a segunda etapa com quase 68% de posse de bola, mas sem efetividade. Foram 11 cruzamentos na área e apenas quatro finalizações no segundo tempo, sem sucesso, sem acertar o gol de Mendy. A melhor chance nos 45 minutos finais foi do campeão. Aos 27, Havertz acionou Pulisic em velocidade, pela direita, mas o norte-americano finalizou para fora. Agüero e Gabriel Jesus ainda entraram em campo, mas não conseguiram penetrar na área do Chelsea, nem com sete minutos de acréscimos. A Orelhuda foi para Londres.

Vamberto Gomes