Apesar do aumento, esta é a menor taxa para um trimestre encerrado em março. Foto: Reprodução / Internet

No 1º trimestre de 2026, a taxa de desocupação paraibana foi estimada em 7%, subindo 1,3 pontos percentuais (p.p.) frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2025 (5,7%), mas ficando 1,7 p.p. abaixo do 1º trimestre de 2025 (8,7%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C) Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (14), pelo IBGE.

Apesar da alta na comparação trimestral, essa foi a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em março, em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, tendo inclusive superado o resultado do 1º trimestre de 2025 que, até então, era a menor taxa para esse período. O resultado está dentro do esperado, tendo em vista as mudanças nos ciclos de sazonalidade que ocorrem na virada do ano (contratações a prazo determinado para cobrir atividades extras no final do ano, seguidas de demissões no início do ano seguinte).

Entre as unidades da federação, o estado registrou a 13ª maior taxa de desocupação do Brasil, sendo a segunda menor do Nordeste, maior apenas do que a registrada no Maranhão (6,9%). Esse resultado posiciona a taxa paraibana acima da média nacional (6,1%), mas abaixo da taxa para o Nordeste (8,4%), que é a maior dentre as Grandes Regiões do País.

O levantamento estimou a existência de 129 mil pessoas desocupadas na Paraíba, no 1º trimestre deste ano, aumento de 26 mil pessoas (25,4%) em relação ao trimestre anterior (103 mil pessoas). Em relação ao 1º trimestre de 2025 (154 mil), houve redução de 25 mil desocupados (-16,1%), mas não apresentando variação estatisticamente significativa.

Total de ocupados cresce em 87 mil pessoas entre o 1º trimestre de 2025 e o de 2026

A população paraibana ocupada no 1º trimestre do ano, estimada em 1,709 milhão de pessoas, aumentou em 87 mil pessoas (5,4%) frente ao mesmo período do ano anterior (1,621 milhão). Embora tenha havido crescimento de 0,3% (5 mil) em relação ao último trimestre de 2025 (1,704 milhão), essa variação não foi considerada estatisticamente significativa. Ressalte-se que esse resultado ocorreu apesar da redução estimada em 34 mil (-9,2%) no contingente de empregados no setor privado sem carteira assinada, assim como de 12 mil (-13,7%) trabalhadores domésticos na mesma condição.

O nível da ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas ocupadas em relação ao total de pessoas em idade de trabalhar, foi de 50,8% no 1º trimestre de 2026, mantendo-se estatisticamente estável tanto em relação ao trimestre anterior (51,2%), quanto em relação ao mesmo trimestre de 2025 (49,2%). O índice estadual no 1º trimestre de 2026 foi o 8º menor do país e o 3º maior do Nordeste, superado apenas pela Bahia (52,9%) e Sergipe (51,3%). Por outro lado, ficou bem abaixo da média brasileira (58,2%), mas ligeiramente acima da nordestina (49,5%).

Informalidade cai pelo quarto trimestre consecutivo e atinge 46%, o menor patamar desde o início desse cálculo, no 4º trimestre de 2015

A pesquisa mostra ainda que a taxa de informalidade na Paraíba atingiu 46% (786 mil trabalhadores) no 1º trimestre de 2026, sendo o quarto trimestre consecutivo de redução e o menor patamar desde o início de cálculo desse indicador, no 4º trimestre de 2015. Esse resultado suplanta o recorde verificado no 4º trimestre de 2025, de 48,4% (825 mil), e corresponde a uma redução de 39 mil pessoas na situação de trabalho informal. O indicador paraibano foi o 8º mais elevado do país e o 4º menor da região Nordeste, ficando abaixo da média regional (48,9%), embora bem superior à nacional (37,3%), chamando ainda a atenção para o peso da informalidade no Nordeste.

Taxa de subutilização da força de trabalho cai pelo 4º trimestre consecutivo e atinge novo recorde

A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que mede o grau de subutilização da força de trabalho e inclui os desocupados, os subocupados e as pessoas na força de trabalho potencial (estão fora do mercado de trabalho, mas poderiam ou gostariam de trabalhar), ficou em 19,3% no 1º trimestre de 2026. Essa é a quarta redução consecutiva desse indicador, que com esse valor completa uma série de três recordes consecutivos: no 3º trimestre de 2025 ficou em 20,5% e, no trimestre seguinte, em 19,6%. Além disso, houve uma redução de 6,1 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2025 (25,4%).

Apesar da redução verificada a partir do 2º trimestre de 2025, o indicador estadual para o 1º trimestre deste ano se posicionou como o 10º mais elevado dentre as unidades da federação. No Nordeste, porém, foi o segundo menor, ficando acima apenas do Rio Grande do Norte (17,8%). O indicador estadual permaneceu superior à média do Brasil (14,3%), embora inferior à do Nordeste (23,7%).

Rendimento médio cresce pelo 3° trimestre consecutivo, atingindo maior valor da série histórica

O levantamento também constatou que o rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos, na Paraíba, foi estimado em R$ 2.806 no 1º trimestre deste ano, tendo havido alta de 3,8% frente ao trimestre anterior (R$ 2.702), sendo essa a terceira alta consecutiva do indicador, que atingiu o maior valor da série histórica, iniciada em 2012. No comparativo com o mesmo trimestre de 2025 (R$ 2.549), a alta foi de 10,1%, considerada como estabilidade do ponto de vista estatístico, assim como a alta face ao último trimestre de 2025. O indicador estadual do 1º trimestre de 2026 representa 75,4% do valor médio nacional (R$ 3.722), mas é superior à média regional (R$ 2.616), refletindo as desigualdades regionais no mercado de trabalho brasileiro.

Agência IBGE